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sábado, 22 de outubro de 2011

Falsa solidão...

Eu andei por aquelas ruas abandonadas,que, um dia, tiveram vida,mas agora nada havia ali.
       Eu era a única coisa que lá existia,pelo menos,viva.
    Andei um pouco para organizar as ideias,mas não conseguia deixar de pensar nas coisas que possivelmente aqui existiam,coisas más, horríveis,que jamais alguém na sua mente sã imaginaria.
    Caminhava sozinho, mas,no fundo, sabia que não estava sozinho,mas,acima de tudo, queria acreditar na mentira.
   Por momentos, pensei na minha família ;como tinha sido arrancada das minhas mãos,das mãos da vida de Deus para ser condenada a um destino pior que a morte...
  Aqueles monstros tiraram-me tudo e agora estou a ouvir passos na minha direção,mas não são humanos não! Não são eles !
Depois de tanto tempo, encontraram-me... 
                                                                      Duarte Bentes

“ A Menina do Mar”.

“ A Menina do Mar”

No dia 17 de outubro de 2011, alguns alunos do 8ºA (Catarina Silva, Catarina Rosa, Joana Oliveira, Luiz Carlos e Diogo Tavares) apresentaram um teatro a alunos do 3ºano da EB1/JI, sobre o livro A Menina do Mar ,de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Eu gostei muito de participar nesta nova atividade, porque foi muito interessante preparar, realizar e ver o resultado final. Penso que os alunos do 3º ano gostaram da peça e perceberam a história que lhes foi apresentada.
Gostaria que este tipo de atividade se repetisse, pois acho que ,para além de ser divertido, aprendemos a fazer um guião de uma peça de teatro e a encenar as diferentes partes da apresentação.


                                          Catarina Silva
8ºA

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um outro “eu”

Ao pé de ti quero estar
No teu corpo poder tocar
A tua face acariciar

Ao pé de ti sinto-me outra
Complentamente diferente

Se estou longe de ti
A única coisa em que penso é em poder encontrar-te
Correr para os teus braços
E num rodopio de alegria poder abraçar-te

Digo que não quero,
Mas não posso mentir para sempre

Quando durmo,
Sinto os teus braços em volta do meu corpo

Quando te aproximas,
O meu coração salta de alegria

Amor...
Sentimento de atração por outra pessoa
Sentimento que não se aprende
Que não se designa
Apenas sabemos
Quando  o sentimos
Vínculo emocional com alguém

(Não queria admiti-lo... mas acho que me apaixonei outra vez!)
Mariana Tavares

Perguntas e mais perguntas

                             



 Perguntas e mais perguntas   

Às vezes,  faço perguntas a mim mesma:
Será que um dia vou ser feliz?
Sem quaisquer  respostas...
Quase a cair no desespero,
 Surge uma questão:
 Será que o meu amor está  perto de mim?
 Sem resposta...
  Para quê pensar no melhor da vida?
  Porquê pensar no drama das paixões?
  Porquê não pensar no pior?
  Será que a vida é assim tão cruel?
  E quando penso que tudo está acabado...                        
  Lembro-me:
   Mas, eu tenho uma família espetacular, não passo fome e tenho saúde.
 Porquê desesperar?
 Mas o meu coração diz-me que uma parte de mim está vazia e precisa de ser preenchida, pelo meu amor…


Ana Tomé

O céu existe mesmo

Colton Burpo tinha 4 anos quando foi operado de urgência. Meses mais tarde, começou a falar daquelas horas que esteve entre a vida e a morte, em que relatou aos seus pais que teria ido ao céu.
Em 2003, Colton começou a falar ao pai, sacerdote, sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite aguda… O pai começou a fazer várias perguntas a Colton e ele respondia sem dar muita importância ao assunto. Isto foi apenas o início. Nos anos seguintes, nas alturas mais inesperadas, Colton recordava-se da sua breve passagem pelo céu.
Até que, um dia, Colton dissera que tinha estado com o seu bisavô, que tinha falecido há mais de 30 anos, ou a sua “irmãzinha mais nova”, que tivera nascido, não fosse o aborto da mãe, mantido há anos em segredo pela família.
O pai de Colton, Todd Burpo, também um homem de Igreja, consultou elementos da sua congregação, mas ninguém conseguia chegar a uma conclusão, até a família Burpo ter visto um noticiário a dizer que tinha acontecido um caso semelhante. Então, aos poucos, Todd teve de se render à evidência: o seu filho tinha mesmo visitado o céu…
A personagem de que mais gostei foi de Todd Burpo, porque é um homem muito curioso e não desistia de encontrar maneira de descobrir se Colton teria mesmo ido ao céu.
O lugar descrito que mais me impressionou foi o céu, pois, pela descrição de Colton, deve ser um lugar maravilhoso!
O momento da ação que gostaria de ter vivido foi ter estado no céu, com as pessoas especiais…
O desfecho da história agradou-me porque todos ficaram a acreditar que iriam encontrar outra vez as pessoas especiais para eles.
Aconselho este livro aos meus amigos porque é uma história muito bonita, que relata um acontecimento real.
Aqui ficam registadas as frases que achei mais bonitas: “Lá em cima na cozinha, encostei-me ao balcão e bebi um gole de água. Como podia o meu filho saber estas coisas?


Indicação bibliográfica: TODD, Burpo, O céu existe mesmo, 7ªedição, Alfragide, Lua de Papel, 2011.

André Pimenta

Não se aprende a amar…

Se só vejo
Lágrimas a escorrer
E gente a sofrer,
Se só oiço
Palavras sujas
E amargas
Sem sentido para o coração,
Se me sinto
Fechada  e apagada,
Para quê o amor?
Vivo
Em volta de pessoas
Frustradas,
Incolores e
Sem sentido de orientação,
Escravas de si próprias,
Trancadas em conchas
Demasiado apertadas
Sem poder respirar,
Egoístas,
Sem querer partilhar
Ao que se chama
De amor…
Mas então…
De onde vêm
As borboletas na barriga?
Eu quero apaixonar-me,
Quero trocar um olhar,
Quero sentir o amor,
Sem ter medo
E poder voar
Algures num coração
Frágil
Preso por um fio!
Então…
Devo…
Fugir ou enfrentar?
Ouvir ou ignorar?
Devo amar ou odiar?
Porque, afinal…
Não se aprende a amar…!

Beatriz Manuel  8ºA